O Dia do revés

Todos os anos temos os dias que marcam, com acontecimentos especiais, nossas jornadas. Porém, em uso efetivo, esses dias não são tão intensos em número de acontecimentos, mas sim em quantidade de sentimentos que você coloca ao acontecimento

. Essa história mostra uma versão mais diferente de um dia como desse. Tentarei ser o mais fiél possível aos fatos em ordem cronológica e física nas próximas linhas.

(Recomendo que leia o texto a seguir, ouvindo a seguinte trilha sonora: 

Outubro, dia 4. Marcava 5:05 AM no relógio. O celular começa seu despertar de forma silenciosa e continuamente agravando seu volume. A música tema do despertar é Back in Black – AC/DC. Acordo. Percebo que ainda está muito escuro e que o Alvorecer ainda não chegara. Pego o celular, e ainda meio desnorteado pelo acordar, coloco-o em estado soneca. Fecho os olhos por 2 segundos, e sou levado a uma viagem intertemporal onde ao abrir os olhos novamente, percebo que a luz ambiente sob a fresta da janela, está mais forte. Pego o celular. O Relógio digital marca 5:40 AM. Envio uma mensagem eletrônica para Sara Lara, dizendo que estou atrasado, porem, continuo deitado. Eu precisava resolver pendencias do meu contrato de estágio no Setor de Autarquias Sul, mas troco mais algumas mensagens com ela e acabo por querer evitar a fadiga e me deixo procrastinar, assim, digo a ela que iria no Setor de Autarquias Sul somente no dia 05/10( Outubro ). Termino a conversa e vou me arrumar, vejo que estou pronto antes das 6:00 AM, o que me permitiria pegar um ônibus mais cedo, do que o ônibus que geralmente uso, o de 6:18 AM. Saio sem fazer o desjejum. Eu fora a encontro do transporte público, mas por frações de segundos, vejo ele dobrar a esquina e me deixar em prantos, o que não me dava outra alternativa a não ser esperar por aquele ônibus de 6:18 AM. Convido vocês agora a fazer uma pausa, pois foi exatamente aqui, penso eu, que o decorrer do meu dia mudou. Ou não mudou, e já estava escrito para ser assim. Maktub, como costuma chamar o povo mussulmano, ou até mesmo Destino na linguagem popular. Porém eu prefiro chamar de Karma.
o
Avistei o ônibus de longe, pois tenho uma visão mais apurada que de algumas pessoas. O relógio palpitava 6:22 AM. O ônibus parou, entrei, paguei a passagem, passei a roleta de contagens de passageiro, e sentei na primeira cadeira, cuja qual é possível ter um conforto um pouco maior comparado com as demais. Onde havia uma moça loura muito exuberante ao meu lado. O ônibus cumpriu sua rota como de costume recolhendo passageiros que aderiram ao conformismo de suas vidas patéticas e sem controle, até chegar a estrada Rodeador. Foi quando ouvi pela primeira a voz do motorista…” A luz acendeu, acho que o ônibus não vai aguentar muito, não vou forçar…” – Disse ele.

A moça que estava ao meu lado, assim como um Horáculo, pervia a “morte” do ônibus, e ligou para alguém resgatá-la. Ela desceu em uma parada do SIA. Quando vi ela descer, além de notar as belas curvas que ela possuia, notei que ali era o fim da jornada daquele ônibus, e exatamente as 7:54 AM, mando um SMS para dois destinatários, Sara Lara e Augusto Azevedo, que dizia…”Adivinha com quem o ônibus quebrou?”…Na parada seguinte o ônibus quebrou. Não fiquei triste. Todos desceram. Imediatamente, fui colocado a bordo de outro ônibus, para que pudesse cumprir minha linha e chegar a a(à) faculdade. 

Ao entrar pela traseira do novo ônibus, que estava bem cheio, percebo que tenho duas novas mensagens. Percebo também que tenho 3% de bateria restante no celular. A mensagem de AUGUSTO foi bem motivadora naquele momento…”Look at the bright side..” – Disse ele. Já a mensagem de SARA, parecia previr o que estava por vir..”Ta zoando? Hj eh dia hein kkkk”. Pauso aqui novamente, e digo que não sou da zoeira; não estava zoando. No momento em que iria eu, responder a mensagem da SARA, o celular simplesmente apaga em minhas mãos, fielmente as 7:57 AM. Quando chego, finalmente, á via W3 sul, em frente ao Pátio Brasil, o motorista deixa acidentalmente o ônibus “apagar” e demora mais 5 segundos tentando ligar o mesmo. Pensei eu nessa hora.. ( ” ta de brinks, né?” ).

Cheguei a a (à) faculdade, pontualmente ás 8:20 AM. Me dirigi à sala. Assisti um filme sobre Giordano Bruno ( Italiano; Filosofia ). Ao término do filme, o professor faz duras críticas às pseudoadolecentes que trocavam mensagens via celular durante o filme. Não me importei. Respondi a chamada. Me transportei para outra sala, onde teria aula de Psicologia. Estava muito desanimado com o dia até então. Foi quando o professor nos apresenta o conteúdo que estudaríamos no dia, a MOTIVAÇÃO. Imediatamente me lembrei de Kai Greene e Joseph Klimber. Aprendi alguns conceitos de motivação. Respondi a chamada. Fui embora. Peguei o ônibus de volta 10 minutos mais cedo o que de costume, eu sabia as horas pois eu perguntara a um homem que estava la sentado na parada..11:50 AM.

Foi uma viagem tranquila, e até mesmo rápida. Dormi praticamente durante todo o percursso. Não sei a hora exata que cheguei aqui, pois meu celular estava descarregado. Tinha como idéia fixa colocar o celular para carregar. Mas, sendo a vida como ela é, ao descer do ônibus, vejo que a cidade está sem energia elétrica. Vou para casa. Deito. e passados 5 minutos a energia volta. Coloco o celular para carregar. Ligo o celular. e Vejo que tenho 4 mensagens novas: THIAGO HARADA, LARISSA SANTOS e EMMANUELE GOMES. Respondi só o Thiago, e percebi que eu precisava criar uma conta corrente no banco, para firmar meu contrato de estágio, percebi também, alguns minutos depois, que isso não seria possível, pois ainda faltava uma assinatura no contrato, e sem essa assinatura, nada de conta corrente. 

Após 15 minutos de carga no meu celular, a energia acara novamente, deixando um ar de tensão no ar, pois eu deveria ligar nos telefones dos Orgãos responsáveis pelo contrato para colher informações. Liguei. A mulher me disse para ligar um pouco mais tarde. Esperei. Liguei. ela me informou e me disse que eu teria que recolher a ultima assinatura para abrir a conta corrente. As 1:35 PM, SARA, me envia uma mensagem desmotivadora, sobre como um ônibus quebrado acaba com seu dia. Pudera eu ficar desanimado com aquilo, mas a aula de Psicologia tinha mudado completamente a auto estima do dia. Arrumei toda a documentação necessaria, e parti desesperadamente para uma Odisséia única, com 25% de carga no celular, e apenas o dinheiro da volta.

Nada que um coração aventureiro não possa suportar. As 3:04 PM consigo pegar um ônibus ( 404). Um detalhe não tão importante que esqueci de destacar era que o prédio onde eu iria, tinha seu término de expediente às 6:00 PM. Faço um viagem tranquila novamente, tirando o detalhe de que vi no marcador eletrônico a temperatura de 36º, um ótimo clima para andar a pé. Chego ás 4:48 PM. Desço na parada 102 sul. e vou até o prédio requisitado. Pergunto a um segunça que perambula por ali, onde era o endereço que eu procurava, ele me dá as coordenadas, e assim vou. Chego ao prédio. Demoro 13 minutos para achar a entrada do mesmo. Maldito Oscar Niemeyer e suas doidisses. Entro no prédio. Faço o cadastro na portaria. Pego o elevador. Vou ao 2º andar. Não era lá. Vou ao 7º andar. Era lá. Chego à sala da mulher na qual eu queria que a tinta da sua caneta estivesse sobre meu papel, isso, às 5:37 PM. Das 4 vias, ela assina as 3 originais, e uma original também =) ( mas fik xiu, caso você tenha lido até aqui ). Bebo água. Saio do prédio as 5:45 PM, com uma única e exclusivamente sensação…Sou mais foda que o Jack Bouer.

Era hora de voltar para casa. Fui até a parada da 102 sul. Passei pelo mêtro, para atravessar o Eixão. e Esperei o ônibus. cinco minutos depois ele passa. Pago minha passagem com 60 moedas de 5 centavos ( R$ 3,00 ). O cobrador conta as moedas. Continua contando. Ele libera a catraca ao chegar na parada da 113 sul. Feliz, essa era minha sensação, mas assim como Joseph Kliber, que citei um pouco mais cedo, nos fala ” A vida…é uma caixinha de surpresas”, e assim, rotorno para casa em um ônibus teoricamente cheio ( Veja Fotos )

 
Imagem

A essa altura do dia, não me importava mais com a hora…já era noite, e eu queria apenas o conforto de minha cama. Eis que vejo no meu celular uma ligação não atendida. Retornei para BRENDA PASSOS, e ela me chamara para ir na academia. Eu estava muito cansado, mas concordei com a idéia. Desliguei o telefone. Chorei. Cheguei em casa, e fui para a a (à) Cademia. Chegando ao recinto, encontrei-me com GUILHERME BRAGA, (ele é um ícone já, todo ano ele participa de algum jeito do meu #epicday, como por exemplo o atrito com o nosso querido Luan) e conversamos. A partir daqui não lembro muito bem o que aconteceu depois, pois comecei a ver flash pretos na minha visão, e o mundo se distorcia a minha frente. 

Não sou bom com escrita, tentei apenas demonstrar o que é um #epicday, comecei a digitar de forma culta pois sabia que ninguem ia ler até aqui, se você leu..vá estudar, pois só assim seus #epicdays nao serão tão sofridos. termino aqui.

Inspiração
http://contosintermitentes.blogspot.com.br/
High Hopes Diario

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